quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nas ondas do "Sexting"




Para a maioria das pessoas a palavra  "sexting" ainda é um tanto desconhecida mas a sua prática é bastante exercida na internet. O termo é usado para a troca de fotos e mensagens sensuais entre namorados, companheiros e até mesmo amigos através da internet. Os jovens entre 15 e 18 anos são os que mais praticam essa modalidade de troca de mensagens, mais conhecidos como nudes, segundo uma pesquisa realizada pela Safernet*. O problema não é o envio propriamente dito de tais mensagens, nem o conteúdo delas, mas a falta de controle que o usuário tem a partir do momento em que isso cai na rede.
Podemos observar que vários casos de vazamento de imagens e roubo de dados por hackers aconteceram durante os últimos anos no Brasil, o que gerou até uma lei apelidada de "lei Carolina Dieckmann", fazendo referencia a atriz que teve suas fotos intimas roubadas e divulgadas na internet.Casos como esse se repetem todos os dias, chegando a quadruplicar nos últimos anos.
Como consequência as pessoas que tem os seus dados expostos sofrem vários tipos de chantagens, discriminações,acusações e em casos mais graves chegam a depressão e ao suicídio.
O cerne da questão a ser discutido é:Até onde é seguro se utilizar da rede para exposição do corpo? Será que os nossos aparelhos são realmente seguros a ponto de nos proporcionar essa liberdade?
Na dúvida a prevenção é sempre a melhor maneira de lidar com essas situações.
Para os jovens: Não é necessário acatar as pressões do grupo para se sentir inserido nele.As ondas e modinhas da internet passam rapidamente, mas sua vida pode ser manchada para sempre. Procure pensar nas consequências que o vazamento dessas informações podem trazer para a sua vida e a vida da sua família. Quando tiver questionamentos sobre o assunto, procure pessoas que possam te ajudar a esclarecer tais questões.



Campanha  (Foto: Divulgação)




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Perfil das vítimas de 'nude selfie' e 'sexting' no levantamento da Safernet
Gênero:

feminino: 77,14%
masculino: 22,86%
Faixa etária:

10-12 anos: 7,14%
13-15 anos: 35,71%
16-17 anos: 17,86%
18-25 anos: 32,14%
acima de 25 anos: 7,15%

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A problemática trazida para o nosso texto de hoje é encaminhada pela discussão existente sobre "Software Livre".Como essa conquista da nossa tecnologia passou a ser um meio de ganho de capital para grandes empresas? Para pensarmos sobre isso devemos observar a origem dos softwares. Ao serem criados, os chamados códigos fontes eram partilhados entre os programadores amigos sem nenhum custo, apenas para que os mesmos se utilizassem dos códigos para realizarem mudanças e colaborarem para o aperfeiçoamento do mesmo. Influenciados pelo sistema capitalista em que vivemos , as empresas começaram a querer lucrar com esse novo mercado que surgia com a popularização dos computadores, já que o custo de criação seria irrisório perto do lucro que geraria.A partir dai, a empresa tornou-se proprietária do sistema , pois a mesma contratava os desenvolvedores e comercializava os códigos de maneira a limitar a utilização dos mesmos pelo interagentes.Esse modelo passou a chamar-se "Modelo catedral".
Em contrapartida a esse modelo surgiu o "modelo bazar". Todos os chamados co-desenvolvedores tem acesso aos códigos binários do software, baseando-se numa relação de cooperação e interação, o que ficou conhecido como Software livre.O mesmo trás como característica principal a constante modificação e aperfeiçoamento dos códigos realizados pelos interagentes.
Ao lermos o texto: Software livre e Educação:Uma Relação em construção, da autora Maria Helena Silveira Bonilla, podemos destacar alguns pontos de grande relevância:
  •  A diferença entre software livre e software gratuito- Ao ler no texto sobre a quatro liberdades para os usuários do software,podemos perceber que software livre é aquele que nos permite ter liberdade de conhecimento sobre o seu desenvolvimento, meios de modificação e adaptação do mesmo,podendo ser gratuitos ou não.Já o software gratuito, como o nome já diz, é aquele sem custo para o usuário.
  • Observamos também que é de interesse politico que a sociedade continue a se utilizar de softwares privados, como meio de preservar economicamente o poder das grandes empresas e garantir a sua "fatia" de lucro. 
  • O Software livre trás com a sua utilização uma democratização do acesso pois possibilita o conhecimento e domínio da tecnologia por todos, afetando o interesse coletivo.
  • No Brasil encontramos Politicas publicas que visam inserir a sociedade ao uso do software livre, trazendo, inclusive, ensino técnico aos educadores para saberem lidar com essa tecnologia e acesso (ainda que precário) dos alunos aos computadores, tablets, laptops no convivo escolar.